Mariane Bellocchio, formada em Letras, especialista em Língua Portuguesa e Literatura. Pós-graduada em Linguística Aplicada. Professora de Língua Portuguesa, Redação e Literatura em dois cargos no Estado de Minas Gerais. Aposentada. Estudou e lecionou no Colégio Nossa Senhora das Dores. Formada em Educação Musical e Artes no Conservatório Estadual de Música "Renato Frateschi". Foi Coordenadora na equipe de Língua Portuguesa da Delegacia Regional de Ensino de Uberaba. Participou de vários cursos de Literatura com a presença de Sylvia Orthof, Ronald Claver, Elias José e Vânia Maria Resende.
Também ministra palestras sobre Valores Familiares. Entre em contato para saber mais.
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Minhas publicações:
Família Amora Doce e Limão Galego
Este livro é um convite ao exercício do amor, da paciência, do afeto. Um livro de crônicas do cotidiano de uma família ,que vem contagiar pelas palavras e fazer nascer ou renascer sentimentos bons ,que certamente compartilhados estariam guardando a receita de uma vida feliz, com uma grande carga de ensinamentos. Uma pequena passagem do que você pode encontrar neste livro, escrito com muito carinho para todas as famílias. Ao lado estão algumas entrevistas e reportagens sobre o livro, não deixe de assistir.
Diário de uma Dona de Casa.
Este livro busca bem rapidamente mostrar em flashs, aquilo que de mais importante é para uma mulher, que ama sua casa , que ama seu esposo seus filhos e sua família.
São simples momentos ,que tentam levar o doce, que é a vida em família, e quanto é importante estar entre os nossos, os seus ,os teus e que, as cenas imaginárias que criamos na leitura- possam fazer ser compreendido nos mais profundos sentimentos ,que certamente seria a receita para uma vida feliz.

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Visite o link de publicações e conheça um pouco sobre meu mais novo trabalho, o livro: Diário de uma Dona de Casa.
Este livro busca bem rapidamente mostrar em flashs, aquilo que de mais importante é para uma mulher, que ama sua casa , que ama seu esposo seus filhos e sua família.
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Endereço Eletrônico: http://www.marianebellocchio.com.br/imprensa#
*Crônicas*
FAMÍLIA – BATE NO CORAÇÃO
Mariela, filha de italianos, doce, severa, prendada, única filha, moça de uma família de cinco homens.
Encontravam todos, quase todos felizmente, quase educados, não fingiam seus sentimentos, muitas vezes discutiam, conversas pessoais.
Os vizinhos se destacavam pelas diferenças nos hábitos, costumes, destes italianos que na convivência diária, usava de um falar alto, palavras fortes, emoção no olhar, choro, pedido de perdão, se confundiam no trato, uns com os outros, pai e mãe, irmãos, primos, nona e nono, dando motivo de comentários maldosos entre os que observavam e não conheciam o jeito deles de viver.
Insolentes quando irritados soavam pelos muros, palavras infinitamente duras, com efeito, de agredir. E de súbito, todos da casa ao entardecer, sentiam o cheiro da sopa que a nona começava a fazer. Era ela colocar o tempero na fervura da panela, que aquela agradável mistura de cebolinha e salsa, misturado pelo calor do fogo brando, transformava aquela família. E nas conversas paralelas, na grande mesa, dez lugares, era toda paciência como se fosse magia no semblante daquele lugar. Uma cozinha grande, muita louça na pia, parecia que tinham feito um grande jantar.
E no contrastar do fogão, apenas uma panela de barro, artefato de estimação, vindo junto com a nona nos navios da Itália, para aquela agradável comemoração. Apenas uma refeição de família. Mas a alegria nunca faltava. E o vinho sempre tinto no enorme garrafão. Copos grandes, quase canecas, ficavam cheios muitas vezes e vazios, até o sono chegar.
Na mesa trocando palavras doces, amáveis uns com os outros.
Eram relatos de parentes que ficaram por lá, um lá muito distante do grande mar que os trouxe para cá.
O sono chegava e cedo levantavam ao clarear. Já o tom das vozes mudava e o café do nono obrigava todos sentarem, enquanto a nona dormia e Mariela sonhava.
Era sempre assim, um costume. Bem cedo levantava os homens e as mulheres da casa aconchegavam, nos grandes travesseiros de penas, macios, até acordar.
Na loja grande, empilhados de rádio, radiolas, violões e acordeão, muitos encaixotados, mas também alguns para consertar. Não se tinham empregados, eram todos da família – tio, irmão, nono e o filho menor. Corriam o dia todo, trabalhando. E todos os instrumentos sabiam eles consertar. Era o único lugar que a freguesia, uma clientela exigente, freqüente, tinha sempre o que arrumar.
Um estabelecimento que atendia de maneira diferente, sem direito a queixa e descontentamento, por qualquer serviço feito, pelos italianos sérios do compromisso com todos. Na cidade, sabiam que ao entrar no referido comércio, iam encontrar o de melhor em qualidade para a confiança no nome, destes que trabalhavam com respeito. Raro isto, mas eram assim aqueles comerciantes.
Logo que ficava pronto, a entrega era em casa, pelo filho menor, era a satisfação do cliente, ao receber em seu lar, o conserto do referente instrumento que ficava lá. Ainda para contentar este italianinho, para agradar, começava a tocar e a dedilhar. Quando era o acordeão, os dedos daquele menino, pareciam que iam soltar e os vizinhos começavam a chegar.
O aprendizado com a família era nono ensinando, era o tio aprimorando, era o irmão para corrigir e tanta gente colaborando. Tinham que aprender desde criança para não ouvir o nono bravo reclamar. Herdeiros dele não tocavam qualquer instrumento da loja, tinham que apanhar, porque era função do trabalho vender, arrumar e tocar para a clientela ficar feliz ao entregar. E assim, na loja dos Trezzi, era mistura de conversas, compreensões e tanta solicitação e serviço, que eles agradeciam a Deus por tudo que trabalhavam. Atirados na atividade da tarefa a realizar, conseguiam um balanço, sempre positivo. Era a confiança, o talento e mestria familiar. Assim, passavam os dias e o mais harmonioso era o domingo na casa, que era só preguiça. O macarrão e arroz doce. A massa feita nas mãos, secava ao sol da janela na cozinha, para depois cortar todas as tirinhas bem fininhas pelas mãos delicadas da mocinha Mariela, prendada como ela só. E o arroz doce ficava na fervura, muitas honras na panela para o encontro do leite e o açúcar, ter o tempo de adoçar a gosto, deixando prato vazio, depois de almoçar. Limpando dedos na mesa e a fisionomia da satisfação, era o retorno que a nona tinha nos beijos dos netos e filhos – era mesmo a compensação.
Depois o sono chegava, o sol lá fora queimava, mas cama, sofá e o chão serviam de aconchego para quem desejasse encostar.
Na cozinha, continuava quem lavava as louças e punham tudo de novo no lugar. Na janta era só esquentar. Era o “resto” da panela, pouca coisa, mas dava para sustentar. Comida forte, tempero bom, era hora de deitar, rezar – agradecer. Depois recomeçar tudo de novo, em família, todos juntos, cada um na sua maneira, esperando o amanhã...
Imigrantes de um país tão elegante, áreas montanhosas, clima alpino, invernos frios, verões frescos, gente amiga, emoção no olhar, terra de grandes homens, nossa família veio de lá.
O SONHO PELA MÁQUINA DE COSTURA
Daló – tudo para seu lar. Móveis da melhor qualidade e muito mais, geladeira, fogão, maquina de costurar, bom atendimento. Propaganda pela cidade inteira era mesmo o lojão de gás, que no caminhão, que de casa em casa atendia a clientela. Um comércio familiar. No prédio em cima da loja moravam filhos e ajudantes do trabalho do lar.
A labuta com a meninada, comida, banho, cozinha, roupa passada, muito serviço, levar para escola e buscar. Tratados com muito esmero, os filhos do proprietário só não eram mimados. Mas de tudo recebiam para educá-los.
E educados sempre eram com seus vizinhos que tinham sempre com razão, quando a bola do futebol, jogada sobre o muro, caia do lado de lá na casa só Sr. Justo, a mãe fazia pedir o bola de volta, mais desculpas sempre também...
Falando dos vizinhos. Na rua quase todos na janela espiavam disfarçados, no dia em que a primeira geladeira comprada – uma Brastemp – que festa, queriam mesmo ver de perto aproximar, até por a mão.
Era a Daló, comemorando o sucesso, de presentear, realizar o sonho de ter o eletrodoméstico mais cobiçado. Era sonho mesmo de consumo. No financeiro, o Sr. Hélio tomava conta do caixa. Eficaz e responsável, fechava o balanço sem reclamar. Tinha todo tipo de freguesia – o que pagava em dia, o que assinava promissória, que queria trocar mercadoria. Porém para não perder negócio nenhum e como bom comerciante era, levava a fama pelos negócios que fazia.
Tudo na base da combinação. O cliente tinha sempre razão. E quanta negociação! Algumas rápidas, à vista, outras reservar e nunca buscar, outras pagar em muitas vezes e a promissória assinar.
Mas quantos relatos engraçados e cômicos. As devoluções por falta de dinheiro para pagar não eram cômicas nunca. Era dor no coração. Assim é o comércio, sempre foi e sempre será. Não é coisa fácil não.
Na paciência está o segredo. E a razão é sempre de quem vem comprar.
O que mais ficou marcado entre toda freguesia que por ali passou, foi um fato engraçado que não é possível esquecer jamais: Uma cliente que morava perto da cidade, um lugarejo chamado Guaxima, muita terra, era preciso para chegar. Ficou por meses visitando a loja, namorando uma maquina de costura. Dinheiro não tinha nem para longas prestações a esquecer de vista. Chegou a ser obsessão – idéia fixa que persegue – mania. Olhava, passava semanas, estava ela de volta. Então eis que um dia, veio a proposta da tal freguesa – trocar a maquina de costura por uma porca que ela tinha no terreiro em sua casa. Promessas e elogios à porca, foram feitos todos; a fêmea do porco bem tratada, saudável seria a carne, ideal para a ceia do Natal, que estava próximo de chegar.
Sonhos diferentes, a dona da porca desejava costurar muitas roupas para os filhos poder criar. E se possível até costurar para fora, ganhar freguesia e dinheiro também. Costura que aprendeu desde menina com a avó que foi criada, ensinando a costurar e bem. Só que por falta de tantas coisas a necessidade da vida abrigou a avó vender a maquina para o dono da venda. Pagar contas é claro. Entre comer e costurar, elas optaram por alimentar.
E o sonho do comerciante foi já pensando na família, enorme em volta da mesa, reunidos no Natal, trocando presentes e abraços, comendo da carne ideal para tal noite. E o melhor orgulho de poder contar a façanha – a coisa admirável, notável, ação difícil de executar, trazer a porca para cá.
Domingo cedo – realização de ambos os sonhos, pai, mãe, filhos, os quatro e amiga vizinha da frente, esposa do Sr. Cantídio, a Dona Orades, vizinha que fazia parte da família – todos gostavam dela, porém, o cheiro de cigarro nela e a injeção que aplicava dolorida sempre nas nádegas, quando as crianças adoeciam, faziam os filhos, ora de vez em quando, reclamar do presença dela.
Bem cedo na Kombi branca, a maquina de costura se acomodou. E para a família e a vizinha, pouco espaço sobrou. Mas o pior, chovia. São Pedro tinha decidido que seria assim. E a distância para Guaxima parecia eternidade. A frase histórica soava cômica. É ali, é ali, um ali que não chegava. Porém todo lugar tem seu destino. E tarde, bem tarde, depois de tanta estrada, o lamaçal e a chuva, com efeito, de piorar, agravou o estado da estrada e foi na subida, tiveram todos que descer, menos o pai que condutor do veiculo, lamentava a situação. E que situação, debaixo de chuva, empurrar a Kombi, para ela subir, ou ficar dentro sentado, esperando e atolado. Não tinha opção. Enfim, a casa chegou. O carro alegrou a meninada que estava na porta, aguardando com a mãe, o tesouro que esperavam. Um breve cafezinho no fogão a lenha, o mais difícil estava por acontecer. A porca e o retorno eram o grande desafio. E colocar esta porca suja do chiqueiro, gorda, grande, robusta dentro daquela Kombi, junto de toda família, na estrada muita lama. Chegava a ser inacreditável. A preferência dos filhos – dar a maquina de presente e a porca também que ficasse ali, no chiqueiro – que é o lugar apropriado. Nenhum deles desejava comer carne de porco no Natal.
Porém o pai que ordenava, pega daqui, segura dali, empurra, escorregou. Colocaram uma rampa de madeira, cerne de arvore, do vizinho que também ajudava na proeza. Depois de tantas tentativas, estava a porca dentro da Kombi e o difícil de entrar foi os quatro filhos mais a vizinha ficar perto da porca com os pés levantados sobre o banco, a porca começou a sujar. No chão a imundície esparramou. O cheiro, o odor era impossível. Mosquitos apareceram de um lugar que ninguém viu entrar. Pareciam que vinham de presente, já junto com a porca. Tudo combinava – sujeira, mosquito, porca. Uma mistura perfeita. Como podia um bicho cheirar tão mal. O riso, a ironia, juntos com expressão de espanto, uniram-se. O menosprezo pela aparência da porca, um animal bonito de se ver nos livros de história, que a mãe lia para os filhos na hora de dormir. Transformou em bicho papão. Ninguém queria nem ver. Bastava o cheiro. O desejo imenso de chegar – terra à vista, em casa e o banho tomar e longe da porca, bem longe ficar.
E não esquecer de agradecer pela chuva que parou e que a Kombi ao retornar para cidade não atolou.
O que restou desta história verídica, tão familiar, fez rir e faz até hoje muitos e todos que ouviram contar durante duas décadas. Fica a vontade de narrar e contagiar pelas palavras o que se passou num dia de domingo, com pessoas que adoravam ficar juntas, passear, vibrar, rir ou chorar. Sempre juntos para o que der e vier, porque todos se amavam.
E em todos os Natais, no dia vinte e cinco de dezembro, se a leitoa assada chegar à mesa, não há quem não olhe um para o outro e apesar de todo desprezo, ao admirar, deitada, morta, limpa, bem assada, ninguém deixa de deliciar o prato. Tradição da família. Entre a porca – leitoa, e o peru assado ganha sempre a porca.
E sempre lembrar e rir outra vez. Nada como festejar! Quando acontecer... coisas boas, cômicas.... ou...dar gargalhadas, quantas vezes possíveis...
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Toda DONA DE CASA desejará LER e se emocionar com o dia-a-dia dessa mulher que consegue acrescentar em todas as suas atividades muita doçura e afeto vividos intensamente dentro de seu lar.
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